I want to speak about the strategies in the left for building equality.
Is the fight against sexism a fight for after the revolution?
No, it isn't about choosing one way or one main form of oppression, but understanding that class, gender and race oppression are articulated (articulated!) within capitalism, and that if we are trying to build a movement for men workers, we cannot close our eyes to the fact that probably these workers are exploiting other women workers. Aren't we talking about equality?
We all reproduce sexists attitudes. The problem is choosing not to look at them. We want to speak about equality but women still suffer verbal, physical and psychological abuse within some popular movements. We want to speak about equality but we expect women to do the dishes or take out the trash. We want to speak about equality but we reproduce bourgeoisie aesthetic standards to judge our comrades. We want to speak about equality but we don’t count reproductive labor as labor.
I don't mean at all to undermine the constructions of the left, or take white university feminism to criticize important popular movements and struggles. But while left does not look at the other forms of capitalism exploitation, to it's articulations with the Labor X Capital contradiction, any fight for equality will be, by itself, ridiculously incomplete (specially when it leaves behind more than half of the world population).
Quero falar das estratégias da esquerda para construir igualdade.
Será que o combate ao machismo é tarefa pra depois da revolução?
Não, não se trata de escolher um caminho ou uma forma de opressão principal, mas entender que as opressões de classe, de raça e de gênero se articulam (se articulam!) no capitalismo, e que se estamos tentando construir um movimento que olhe pros trabalhadores, não podemos fechar os olhos pro fato de que provavelmente esses trabalhadores estão explorando outras trabalhadoras. Não estamos falando de igualdade?
Todas e todos nós reproduzimos atitudes machistas. O problema é escolher não olhar pra elas. Queremos falar de igualdade mas mulheres ainda sofrem abuso verbal, físico e psicológico nos movimentos populares. Queremos falar de igualdade mas esperamos que as mulheres lavem a louça e tirem o lixo nos espaços desses movimentos. Queremos falar de igualdade mas reproduzimos padrões estéticos burgueses para avaliar as companheiras. Queremos falar de igualdade mas não contamos o trabalho reprodutivo como trabalho.
Não quero de forma alguma deslegitimar as construções da esquerda, ou tomar um feminismo branco, arrogante e eurocêntrico para criticar as lutas e movimentos populares. Mas enquanto essa esquerda não olhar pras outras explorações do capitalismo, pras suas articulações junto da contradição Capital X Trabalho, qualquer luta por igualdade será, por si mesma, ridiculosamente incompleta (ainda mais quando deixa de fora mais da metade da população mundial).




