We argue, however, that this has also other effects, as it open an opportunity for the uprising of new types of work organization and administration, generates income, as well as possibly profits that could be invested in actually financing anti-capitalist organizations. Using government money to do so.
So far, maybe so good. However, it seems Johannesburg local government wants to try to rid itself of even the minimum amount of responsibility, and it's likely not to give any support for the starting cooperatives beyond free registration fees. At least not unless you are an enthusiastic ANC supporter. Talk about capitalist democracy.
Last week I got to know one community located in the outskirts of Johannesburg that is trying to create employment alternatives to help the subsistence of it's population, as well as to create a fund for the local social movement, the Abahlali Freedom Park. This would be done through the creation of one cooperative that would be in charge of one of the basic services the local government was bound to do. But everything has to be arranged out of the blue, apparently, as the local government isn't even willing to donate use of one of the many unoccupied lands in the area. No initial investment for material. No money for transportation. Just a good luck farewell non-kindheartedly given after the legal part is dealt with.
Not that we could argue this is so different from what we experience in Brazil. Government supporters would say we should be grateful even for the fart of money the government tight-handily hands us through solidarity economies policies. Let us remember to be aware of people that use the “at least we are not so bad” argument. But here it seems the government isn't even preoccupied in trying to hide it's classiest profile.
As for the lack of shame of ANC with such (lack of) policies, the only possible alternative seems to be the one that was always the only one possible against exploitation.
(Your answer to this question will give a hint of your political affiliation.)
Com o começo do neoliberalismo, virou moda para os Estados Nacionais pararem de oferecerem serviços básicos para a população pagadora de impostos, especialmente para a parte mais pobre da sociedade. Para terceirizar a responsabilidade pelos serviços que a sociedade (ou o capitalismo) não pode viver sem, nada mais inteligente que terceirizar os próprios serviços. E o governo local de Johannesburgo se juntou a essa nova sensação, encorajando o estabelecimento de cooperativas para lidar com o oferecimento dos serviços essenciais que não são muito rentáveis.
Argumentamos, entretanto, que isso tem outros efeitos também, já que abre oportunidade para o surgimento de novos tipos de organização e administração do trabalho, gera renda, assim como recursos que podem ser investidos no financiamento de organizações não capitalistas. Ainda usando o dinheiro do governo para fazer isso.
Até aqui, ok. Entretanto, parece que o governo local de Johannesburgo quer tentar se livrar de até do mínimo de responsabilidade, e provavelmente não oferecerá nenhum suporte para as cooperativas que estão começando além de taxas de registro de graça. A não ser que você seja um apoiador entusiasta da ANC (partido governista desde o fim do Apartheid). Falando em democracia capitalista…
Semana passada eu conheci uma comunidade localizada na periferia de Johannesburgo que está tentando criar alternativas de emprego para ajudar na subsistência da população, assim como criar fundos para financiar o movimento social da comunidade, o Abahlali Freedom Park (Abahlali é a palavra em zulu que denomina a população sem-teto). Isso seria feito através da criação de uma cooperativa que seria responsável por um dos serviços básicos que o governo local seria responsável por fornecer. Mas tudo tem que ser conseguido do nada, aparentemente, já que o governo local não está nem disposto a dar concessão de uso de uma das muitas áreas sem uso no local. Nada de investimento inicial para material. Nada de dinheiro para transporte. Só um adeus dado de mal grado depois que toda a parte legal foi resolvida.
Não que nós poderíamos argumentar que as coisas no Brasil são muito diferentes. Os apoiadores do PT diriam que nós deveríamos ser gratos pelo peido de dinheiro que o governo sofridamente dá para as políticas de economia solidária. Vamos nos lembrar de ter cuidado com as pessoas que usam o argumento de que “pelo menos a gente não está tão mal”. Mas aqui parece que o governo não está nem preocupado em tentar esconder seu caráter classista.
Quanto a falta de vergonha da ANC com essas (faltas de) políticas, a única alternativa possível parece ser aquele que sempre foi a única possível contra a exploração.
(A sua resposta a essa pergunta te dará uma dica sobre sua afiliação política.)

Nenhum comentário:
Postar um comentário